terça-feira, 11 de setembro de 2012

US Open



Que grandes finais do US Open, tanto para espectáculo como para trading! Com muitos pontos espectaculares em ambos os jogos e reviravoltas constantes, ambos os jogos fizeram percorrer dinheiro em quase toda a ladder, tornando-se difícil ter red nestes dois jogos.
Se na final feminina esperava uma Serena mais dominadora e a vencer com menos dificuldade o jogo, na final masculina já esperava um jogo mais equilibrado do que a odd de 1.49 para o Djokovic.
O vento também ajudou a dar mais value à odd, se estiveram atentos às meias finais, sabem qual dos dois beneficiou com o vento e qual dos dois vacilou.

O Murray está sem dúvida mais forte desde a final dos jogos Olimpicos. Não sei se a forma é para durar, mas com o Nadal sem joelhos e o Federer cada vez mais velho e inconstante, ele tem a oportunidade de 2013 ser o ano dele. Para já ainda é muito cedo para falar...

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O Jogo das Bolas (Parte 2)

Bem respondido pelo Paulo e pelo leitor não identificado, a probabilidade de vencer o jogo, mesmo estando em desvantagem está do lado das bolas vermelhas que num jogo perfeito venceriam por 115-85.

Imaginemos uma roleta dos casinos. Logo nos seus primeiros lançamentos do dia, essa roleta produz 20 cores vermelhas - algo que pode muito bem acontecer e que é o pesadelo dos "martingalistas".
Como sabemos, não é por sairem 20 vermelhos que o Casino vai mudar as odds das apostas nas cores. O casino paga sempre o dobro porque ao contrário do que muitos pensam, a roleta não tem memória e a probabilidade de sair uma cor é quase 50% em cada lançamento, independentemente de no passado terem saído 20, 50 ou 100 cores vermelhas seguidas.

Voltemos agora ao jogo das bolas. Mas vamos substituir as bolas por dois jogadores de ténis e o resultado de 40-10, por um resultado de 4-1 no 1º set.
Ao contrário da roleta, no ténis as odds mudam sempre que há um ponto porque o mercado assume que cada ponto aproxima um jogador da vitória. Ou seja, cada vez que sai vermelho, a odd do vermelho desce, e cada vez que sai preto, a odd do preto desce (devia ter escolhido outra cor, mas enfim, agora já está).

Neste momento o jogador vermelho perde por 4-1 e a sua odd já está muito maior que o preço inicial. Mas tal como no jogo das bolas, é o jogador vermelho que mesmo a perder por 4-1 tem maior probabilidade de ganhar o jogo porque vai pontuar 7 em cada 10, o suficiente para ter boas hipóteses de recuperar e vencer o jogo.

Onde é que eu quero chegar com isto?


Tal como eu no inicio, muitos novatos deixam-se influenciar apenas pelas cores que vão saindo. O próprio mercado reage quase exclusivamente à cor que vai saindo. No entanto o sucesso está em saber quantas bolas de cada cor estão dentro do saco e com base nisso, apostar a um preço que nos dê uma boa vantagem.

Agora a grande dificuldade nisto tudo é em saber quantas bolas de cada cor estão dentro do saco e em que momentos do jogo o saco passa a ter um novo numero de bolas.

Como é que o fazemos?

A melhor forma é conhecer bem os jogadores e principalmente a sua forma mais recente, tendo sempre consciência que tudo é mutável. Se virmos um jogador a jogar num passado recente conseguimos facilmente comparar a sua performance com performances passadas e saber assim se ele está com mais ou menos bolas da sua cor no saco. Se estamos a ver um jogador que não conhecemos e ele fez um grande 1º set, podemos achar que ele é um grande jogador e que vai vencer facilmente o encontro quando na verdade ele fez o set da vida dele e o mais provável é não conseguir manter o mesmo ritmo nos sets seguintes. Entendem a ideia?


Ontem tivemos excelentes exemplos de tudo isto que eu estava a falar: O Murray e a Sharapova. Ambos estiveram em desvantagem no jogo e a transaccionar acima de 2. Mas a certa altura do jogo tanto um como outro tinham muito mais bolas suas no saco que os adversários.
A Sharapova reduzia os erros e era claramente superior nas trocas de bolas. O Murray cada vez mais pressionante e o Cilic cada vez a errar mais. Como ainda falta muito para o jogo acabar, nestes momentos podemos ignorar o resultado e ter em conta apenas a odd e o jogador com mais bolas no saco. Claro que o mesmo já não é válido para o final do jogo. A Sharapova mesmo superior à Bartoli não conseguiu ganhar o 1º set. Se o jogo ontem tivesse começado de novo, a Sharapova estaria a ganhar 2-3 e com um break de vantagem no 1º set, mas como a Bartoli já tinha o 4-0, o 1º set acabou 6-3.

Estão sempre a entrar e a sair bolas do saco

É normal que durante um jogo de ténis ambos os jogadores passem por fases melhores e menos boas. Quando apostamos, não podemos ter em conta apenas a forma como o jogador está a jogar na altura mas também a probabilidade de ele se ir abaixo no futuro. É muito importante perceber quem é o melhor jogador quando ambos estão numa boa fase e saber o que está a acontecer na maioria do decorrer do jogo. E depois aproveitar as pequenas variações na corrente natural do jogo para apanhar melhores preços. É comum eu fazer lay a um jogador que está a jogar bem demais porque eu sei que dificilmente ele vai manter aquele nível ao longo do jogo todo. Ou fazer back a um jogador que está numa fase pior do jogo por achar que é só uma fase e que ele é mesmo o que está a jogar melhor.

Momentos típicos que vão contra a corrente natural do jogo

- O inicio do jogo: Costumo dizer que os primeiros dois jogos "são para os pardais". Os jogadores ainda nem aqueceram bem, e é comum acontecerem coisas que nada tem a ver com o que vai ser o jogo. Serve para apanhar bons preços, mas não serve para tirar grandes conclusões do jogo.

- O relaxe da vantagem: É normal um jogador relaxar depois de estar a vencer confortavelmente. Humanamente é muito difícil inverter esta tendência. Por isso se vê muito no ténis que às vezes o jogador em desvantagem parece que vai recuperar mas depois acaba por perder.

- A vertigem dos pontos finais: Para certos jogadores fechar um jogo pode ser um momento psicológico muito intenso. A mão treme e as bolas saem. Pode dar origem a reviravoltas no jogo mas se forem realmente melhores jogadores que o adversário, acabam por fechar o encontro mais tarde.

Momentos que alteram a corrente do jogo

- Capacidade física: Benneteau x Federer em Wimbledon. O Benneteau estava a ser bastante superior ao Federer até ao 2-0. Até a energy bar começar a cair a pique e deixar de conseguir jogar. Não fosse este factor e não tenho dúvidas que o Benneteau acabaria por vencer o encontro. O Federer ganhou da mesma forma contra o Del Potro em Roland Garros.

- Entrada no jogo: Há jogadores que nós sabemos que são melhores, que quando fazem as coisas bem nota-se que estão a ser superiores, mas parece que demoraram a entrar no jogo e os erros forçados parecem não desaparecer. Eles não estão a perder por mérito do adversário mas por demérito próprio. Este tipo de jogos podem ser complicados de tradar, mas não nos resta outra coisa senão esperar que esse jogador entre finalmente no jogo, com a vantagem que nessa altura a odd estará bastante apetitosa. O Murray ontem foi um exemplo. O Djokovic contra o Federer na final de Cincinnati é outro exemplo. Noutros jogos o jogador nunca chega a entrar no jogo. Lembro-me agora do Dolgopolov contra o Davydenko em Cincinnati. Hoje em dia o Dolgopolov é muito superior ao Davydenko, mas naquele dia o Dolgopolov basicamente não o quis jogar ténis. O Davydenko nada fez mas ganhou fácil.

- Nível de ténis em excesso: O Federer em Roland Garros entrou fortíssimo contra o Djokovic e começou por ganhar 3-0. Para quem conhecia a forma do suiço naquela altura, eu diria que entrou fortíssimo de mais. A odd do Djokovic dispara mas nós sabiamos que o Federer não ia aguentar aquele ritmo durante o jogo todo.


Espero que tenham aprendido um pouco mais sobre o ténis e que o jogo das bolas e do saco não vos tenha confundido mais que ajudado.




quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O Jogo das Bolas

Um homem tem um saco com várias bolas, algumas vermelhas, outras pretas. Decide tirar uma bola (e depois repor) duzentas vezes e no final quer saber qual a cor vencedora.

O jogo está 40-10, vence a cor preta. Para as próximas 150 amostras, o saco irá ter 7 bolas vermelhas, 3 bolas pretas. Qual a cor com a maior probabilidade de ganhar?

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Phillip Kohlshreiber


Phillip Kohlshreiber vence contra John Isner num dos jogos com as odds mais injustas que vi nos últimos tempos. Era daqueles jogos que eu dava 2 para cada lado e a odd do Isner estava a algumas horas antes do jogo a 1.27. Claro que odds injustas não definem vencedores, mas fico contente que tenha saído vencedor o tenista, que dos dois, apresenta o ténis mais completo e agradável. As poucas horas que dormi nos últimos dois dias não me permitiram fazer este jogo que eu ansiava fazer mas já vi o resumo e pelos vistos o Kohlshreiber beneficiou do cansaço físico do Isner.
Quem joga ténis sabe que com o cansaço a primeira coisa a desaparecer normalmente é o primeiro serviço e é muito comum a performance destes meninos do serviço (Isners, Raonics, etc.) cair em fases adiantadas dos encontros.
O próximo jogo deste grande jogador alemão é com o Tipsarevic, vai ser um jogo bastante interessante. O US Open está finalmente a aquecer!

sábado, 1 de setembro de 2012

Época 2012/2013

Como prometido, segue-se um post sobre os meus planos para esta nova época, a nível de trading.

Estive cerca de 1 mês fora de Portugal e completamente afastado do trading e do desporto. Foram umas férias memoráveis, apenas possíveis graças ao trading. Estive em Paris, Amsterdão, Copenhaga, Praga, Viena, Monaco, Nice, Bordéus, Veneza, etc etc. Gastei muito dinheiro, confesso, mas sinto-me muito feliz por finalmente ter conseguido conhecer outras culturas, outras formas de vida. Se pudesse pegar em todos os meus amigos e familiares e ir para um país viver com eles, escolheria sem dúvida a Dinamarca. Aconselho qualquer pessoa a visitar o país, é basicamente o padrão de sociedade ideal, em que andar na rua às 5 da manhã é tão seguro como estar dentro de casa durante o dia!

Bem, passemos a coisas "sérias" agora!

Ainda no final da época passada referi que este ano não pretendia trabalhar uma quantidade de jogos tão grande como na época passada. Cheguei inclusivé a trabalhar em alguns Sábados/Domingos, desde as 12:45 (primeiro jogo da Premier League) até às 23:00 (final do último jogo do dia, da Liga Espanhola). Foram muitas horas dispendidas em frente ao computador, principalmente de Março a Maio.

Nesta época prefiro retomar o ritmo inicial, ou seja, 1 ou 2 jogos por dia no máximo. Nos últimos meses da época tive alturas em que a minha vida girava 90% à volta de futebol e de trading, e isso não me faz sentir realizado. No Euro 2012, por exemplo, senti-me bem, não havia muitos jogos por dia, estava sempre mais relaxado em cada um, e os resultados falaram por si.

Sendo assim, tal como no ano passado, vou acompanhar um certo número de equipas durante esta época, e o meu trading só fugirá dessas equipas quando for obrigado a tal. Por exemplo, se numa Sexta Feira ou Segunda Feira não jogar nenhum clube de elite (Real Madrid, Man Utd, etc) e apenas existir um Bétis - Getafe para se trabalhar, se o jogo tiver liquidez então será o escolhido. Mas será somente nesta situação que irei trabalhar um jogo destas características.

Outra situação que pretendo alterar são os jogos mais importantes do ano. Isto é, Clássicos Espanhóis, Quartos, Meias finais e Finais da Champions. Até então, num Real Madrid Barcelona ou a partir dos Quartos da Champions eu ia para o café com amigos ver os jogos. Pois este ano vou querer trabalhar este tipo de partidas. E porquê? Porque se não as trabalhar vou acabar por substituir as mesmas por jogos mais fracos, e cheguei à conclusão que as rentabilidades deste tipo de jogos são enormes. Quer pela liquidez dos mesmos, quer pelo facto de serem jogos com equipas mais fáceis de ler, porque obviamente as conheço muito melhor.

"Felizmente" para o meu trading, "infelizmente" para o futebol, o Guardiola já não está no Barcelona este ano; e embora continue a não gostar nem da personalidade nem da forma de jogar do Mourinho (independentemente de ter sucesso ou não, são gostos) não viverei de forma acesa a disputa com o Barcelona. O Guardiola foi a pessoa do desporto que mais me inspirou até hoje, mexia bastante comigo, tem a ver com gostos pessoais, cada um tem os seus. Agora não há Guardiola, há um tal de Tito que não conheço de lado nenhum e que não me diz absolutamente nada. Daí que me é indiferente ganhar o Valencia, o Atletico Madrid, o Deportivo, o Barcelona, ou seja quem for. Sendo assim, esta época vou trabalhar os clássicos sem qualquer influência emocional.


Equipas que vou acompanhar activamente:

Real Madrid
Barcelona
Arsenal
Man Utd
Man City
Liverpool
Tottenham
Chelsea
Juventus
Milan (incógnita)
Inter Milan (incógnita)


Equipas que vou acompanhar activamente, mas que apenas irei trabalhar caso nenhuma das anteriores esteja em campo no mesmo dia:

Atl Madrid
Valencia
Atl Bilbao
Bayern Munich
Borussia Dortmund


Porquê estas escolhas?

1. Conhecimento das equipas
É fundamental conhecermos bem as equipas com que trabalhamos. Qualquer pessoa com experiência dirá o mesmo. Se forem fãs de futebol e do clube que suportam, podem reparar que conhecem de trás para a frente a forma como a vossa equipa joga. Os jogadores que estão no banco que não deviam estar, o treinador casmurro, a táctica que funciona melhor com os jogadores, a que não funciona, os adversários mais complicados (por exemplo, deslocações do Benfica a Guimarães).

Por este motivo não quero ir a "tudo o que mexe" como muitas pessoas fazem. Atenção, não condeno quem o faz, simplesmente condeno-me a mim se o fizer, porque não ia funcionar. Prefiro trabalhar com algo que conheço muito bem, do que estar a trabalhar só porque não há mais nada para fazer, ou porque tenho de fazer alguma coisa num mercado. As equipas que mencionei, são equipas que conheço melhor. Embora algumas tenham muitas diferenças em relação ao ano passado, as quais eu ainda não observei, a maior parte não teve grandes modificações a nível de jogadores/treinador. Agora é questão de ver vários jogos e adaptar-me às novas realidades de cada clube.

2. Dimensão do clube
  As equipas que tenciono acompanhar são os maiores clubes da Europa, têm milhares de adeptos, estádios cheios, grandes jogadores. Todas estas componentes levam a que estes jogos tenham mais liquidez, que é essencial para o trading; há muitos adeptos no mercado e isso leva também a odds desajustadas. Lembrem-se que quanto mais emoções tiver-mos no mercado, mais fácil é ganhar dinheiro. Quantas vezes o Man City tem uma odd de 1,02 a ganhar 1-0 com 30 minutos para jogar, quando é evidente que podem sofrer um golo a qualquer momento. Estas oportunidades não aparecem num Getafe vs Santander com 1-0, por exemplo. Há muitos outros casos de emoções a provocarem odds erradas. Estas equipas são também as preferidas para transmissões televisivas, indispensáveis para o trading.

Outro aspecto importante é a qualidade dos jogadores/treinadores, estilo de jogo vincado, futebol de alto nível. E porque é isto importante? É muito mais complicado ver-mos penalties falhados por grandes jogadores. É muito mais complicado ver-mos um livre directo a entrar com regularidade num clube de dimensões mais pequenas, é muito mais complicado um central errar um passe de 5 metros e dar a bola ao adversário, levando-nos a sofrer golos contra, quando a tendência de jogo dizia o contrário. Há mais qualidade de jogo, mais nível, menos erros cometidos. Eles estão lá na mesma e aparecem, mas não são tão escandalosos como em equipas de gabarito inferior. Isto é importante para a variância do nosso trading. Se eu achar que o Real Madrid está perto de um golo, contra o Dortmund, não é provável que o Pepe tente fazer um passe para o Marcelo, e a bola vá parar aos pés do Kuba. Tal como se houver muito espaço para o Real Madrid jogar, não é provável que o Ronaldo vá desperdiçar 10 lances de golo em 90 minutos. Claro que pode acontecer, e acontece, mas com muito menos frequência, e somos mais vezes premiados pela nossa análise, do que num jogo em que o avançado centro da nossa equipa não passa de um jogador mediano, que precisa de 20 remates para marcar um golo. Não é obra do acaso o facto dos melhores jogadores estarem nas melhores equipas.

3. Odds
 Talvez dos aspectos mais importantes. Penso que já tinha referido anteriormente no blog, não sou grande fã de jogos com odds muito equilibradas. Isto é, 2,7 para a Equipa A, 2,7 para a Equipa B, por exemplo. Se os tiver de trabalhar, faço-o sem problemas, mas os jogos que mais gosto são mesmo os que têm odds baixas. Esta vertente é muito subjectiva para cada um. Tem a ver com o nosso perfil e forma de actuar, e não há uma verdade universal sobre isto. Eu adoro mercados estáveis e robóticos. Ora, é precisamente nestas equipas que enumerei que encontramos este tipo de mercados. Odds entre 1,4 e 1,8 para o favorito são a minha preferência. O mercado é estável, está carregado de dinheiro em todas as odds, há flow, isto é, entra e sai muito dinheiro, mas os movimentos bruscos não são constantes, até o jogo chegar a meio da 2ª parte e as pessoas (adeptos também) finalmente perceberem que o seu clube favorito está com dificuldades. Se por um lado sou fã de um mercado estável e carregado de dinheiro, por outro lado isto também faz com que certas odds desajustadas assim o fiquem durante meia hora ou mais...

Se o Barcelona estiver com uma odd de 1,5 aos 15 minutos, e eu achar que têm mais probabilidade de levar um golo do que marcar, o mercado vai continuar a dar uma odd baixa ao Barcelona, é preciso algo escandaloso para a fazerem subir.

Resumindo, nestas odds encontro estabilidade no mercado, muito dinheiro concentrado, oportunidades que duram vários minutos devido à teimosia das pessoas, etc etc.

4. Assumir o jogo
Quem já não teve aquele greenbook em que abriu posição aos 10 minutos, e esteve até aos 23 minutos em back a uma equipa, sendo que o adversário não fez um único remate? É uma sensação de segurança única. E melhor que tudo, tem EV+. Ora é precisamente nos grandes clubes que isto acontece. São eles quem tem de assumir o jogo, pegar na bola, rodar, tentar, recuperar, pressionar em cima. Isto faz com que tenham largos períodos de tempo com a bola em sua posse, e criem várias oportunidades de golo. Muitos destes trades são praticamente risk free, porque a nossa posição nunca esteve em risco. Ora eu não espero isto de um West Ham vs Everton. Mas espero isto de um Juventus vs Malaga, por exemplo.

As melhores equipas, de classe mundial, são as que mais assumem os jogos, independentemente de também perderem alguns, e são as que têm melhores jogadores para cometer menos erros de passe, fazerem mais intercepções bem sucedidas em zonas adiantadas do terreno, finalizarem melhor as oportunidades, etc.


Blog ValorEsperado

No que ao blog diz respeito, este ano haverão também algumas alterações. Durante a época passada mostrei meses a fio aquilo que fiz em cada jogo, comentei equipas, comentei entradas e saídas, respondi a perguntas, fiz perguntas, etc etc. Este ano não quero seguir o molde de "trabalhar jogo, colocar post com resultados e posições abertas". Penso que é um formato mais que gasto e não quero passar 2 anos a fazer a mesma coisa. Se me perguntarem alguma coisa sobre um jogo eu vou responder sem problema, mas não há necessidade de mostrar constante e diariamente os meus resultados, até porque isso também me consome algum tempo, e tal como disse em cima, este ano não quero que o trading ocupe tanto tempo na minha vida.

Posso estar a demonstrar alguma falta de entusiasmo com a profissão, mas não tem a ver com isso. Simplesmente no processo para nos tornar-mos traders passamos por várias fases. As tentativas, análises, erro, sucesso, entusiasmo, mais umas experiências, mais umas ideias, etc. Neste momento tenho pés assentes no chão, sei o que fazer e como fazer em cada mercado que entro. Tornou-se um processo repetitivo e sem novidades nem ideias novas. Ou seja, para mim neste momento trabalhar é para ganhar dinheiro, para ganhar a vida. O jogo começa a uma determinada hora, eu sento-me e trabalho. Quando acabar continuo a minha vida. E também acho que não tem muito interesse durante 2 anos aparecerem screenshots e comentários repetitivos. Por volta de Janeiro começamos a perceber como uma equipa joga, já não existem segredos. Se no dia 5 de Janeiro eu fiz lay ao Liverpool porque a defesa tem 2 jogadores mal posicionados todos os jogos, então não vou voltar a dizer que fiz o mesmo no dia 15 Janeiro, no dia 2 de Fevereiro, no dia 14 de Março, e etc, se me faço entender.

Sendo assim, este ano queria mostrar coisas diferentes.

Vou colocar no blog as Reds mais significativas que vou tendo, para continuar a mostrar toda a verdade sobre o que é o trading, quer a novatos, quer a intermédios, e que os profissionais também perdem dinheiro. Atenção, não vou colocar reds de 10%,20%, ou mesmo até 50%. Vou colocar reds grandes, as mais significativas, e elaborarei um comentário sobre as mesmas.

Vou também colocar as Greens mais significativas, e aproveito para apresentar outra temática:


Novidades de Trading para 2012/2013

Não há muitas, como já referi faço sempre a mesma coisa, da mesma forma e estou satisfeito com isso. O trading neste momento para mim é apenas um trabalho. No entanto há algo de novo para introduzir.

Há algum tempo que os meus objectivos passavam por aumentar as minhas responsabilidades habituais, isto é, a minha stake. Estive quase a fazê-lo várias vezes, mas no momento da verdade hesitei sempre. Se o fiz é porque não estava preparado. Não se deixem enganar, nesta profissão todos os vossos erros vão-vos fazer pagar. Qualquer deslize, qualquer falta de controlo da situação, por mais pequena que seja, vai-nos fazer perder dinheiro. Por outro lado mesmo quando fazemos tudo bem, não é garantido que ganhamos dinheiro. É esta a dificuldade do trading.

Por este motivo, e por outros motivos, acabei por nunca mais subir a minha stake máxima. Se eu tinha receio de o fazer e não me sentia seguro, é porque estava a cometer um erro, e isso iria acabar por afectar a minha performance.

Por outro lado, há outros incovenientes na subida de stake. Na Betfair, quanto mais alta for a nossa stake, menos EV em termos percentuais vamos ter. Isto porque temos de começar a comprar/vender preços piores, isto porque por vezes ficamos com dinheiro pendurado no mercado, isto porque por vezes acabamos por influenciar o próprio mercado, etc etc. Sendo assim, de acordo com a minha forma de trabalhar, eu cheguei à conclusão que a minha stake não poderá ser muito maior do que o é actualmente.
Eu gostava de ter a capacidade de colocar uma Stake antes de um jogo começar, ou mesmo por volta dos 10 minutos, e apenas a ter de fechar/retirar aos 80 minutos. Se o meu trabalho assentasse nisto, aí sim, eu poderia introduzir 10000€ ou mais no mercado.

Como não tenho jeito para isso, tenho de me limitar ao que sei e que consigo fazer com sucesso. E o que faço não permite que utilize muito mais dinheiro. Talves pudesse subir um pouco mais, mas não muito.

Sendo assim, vou esta época introduzir uma nova vertente, que vai permitir com que rentabilize mais exponencialmente os meus ganhos. Como todos sabem, é nas odds inferiores a 1,2 que reside a maior quantidade de dinheiro. Uma das técnicas que mais retorno me dá no futebol (e digo isto após análise cuidada aos meus resultados), são os lays efectuados a odds baixas/backs odds altas (é igual).

Têm várias situações no blog de lays efectuados a 1,10 ou 1,05, e até mesmo 1,01. Até então sempre trabalhei nestas odds com uma stake equivalente à que utilizo, com responsabilidades muito pequenas. Este ano o que pretendo fazer é aumentar consideravelmente a responsabilidade que utilizo nestas odds. E porquê?

Porque embora vá perder algumas vezes (segundo a estatística, a maior parte das vezes), quando estiver correcto não vou ganhar 100% da stake que utilizo, mas sim 1000% ou até 5000%.

Exemplos práticos:

Um Lay a 1,05 com 2000€ de stake, corresponde a 100€ de responsabilidade, para um ganho de 2000€. Era mais ou menos com estes valores, e até inferiores, que fazia estes trades.

Esta época, quando tiver, por exemplo, 500€ de lucro numa partida, o meu objectivo é colocar esse valor nessas odds. Ou seja, numa odd de 1,05, uma responsabilidade de 500€ remete-nos para um potencial ganho de 10000€.

E foi assim que resolvi a questão do aumento de rentabilidade (em numerário). Vou tentar potencializar os meus lucros e aproveitar a maior liquidez do mercado para exponenciar a rentabilidade. E é também este o motivo pelo qual não faço tenções de apresentar screenshots diárias. Não fará sentido estar por vezes a mostrar greens de 10% ou menos, durante 10 jogos seguidos, em que fiz lays baixos com a maior parte do meu lucro, e não ganhei. Quando um lay baixo com este tipo de valores aparecer, eu irei colocar o mesmo aqui. Quando uma red grande aparecer, também virá para o blog. Todos os outros posts, pretendo que falem sobre trading em geral, sem resultados nem "provas", sobre equipas ou estilos de jogo, ou qualquer outra ideia que possam ter, ou qualquer tema que pretendam que aborde!

Desculpem o tamanho do post, mas é o resultado de mais de 1 mês de ausência. Se não tiverem paciência para ler, não vos condeno :P Desde que depois não veja questões que estão aqui respondidas no testamento épico eh eh.

Um grande abraço para todos, e boa época de trading para vocês.

Daniel

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Welcome Back

Boas amigos. Regressei ontem de férias, e voltei hoje ao trabalho. Como sabem houve Supertaça Europeia, na linda cidade do Monaco. Estive por lá 1 dia e aconselho qualquer um a visitar :P A cidade estava também muito contagiada pelo ambiente deste jogo, com cartazes e cores em todo o lado. E eu estava com o bichinho do trading já!

Para já não me vou alongar muito mais, o próximo post falará sobre expectativas/planeamento da próxima época a nível de trading.

Só dizer, em relação ao jogo, que o Atletico Madrid controlou o Chelsea do início ao fim do jogo, e a equipa do Chelsea esteve quase sempre mal posicionada defensivamente, a green veio dos 2 primeiros golos do Atletico Madrid.

Abraço,

Daniel



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Quicktip #1

Um dos principais erros de principiante que eu tinha no ténis era entrar em over-trading e ter demasiado em conta o ponto mais recente em vez de se analisar o jogo como um todo.

Uma das ferramentas que tenho utilizado ultimamente é o bloco de notas, para ir registando todos os acontecimentos do jogo, dividido em jogos de serviço. Isto ajuda-me a ter um registo mental do jogo e da sua evolução.

Aqui vai um exemplo em Screenshot: