terça-feira, 25 de setembro de 2012

Trading Tips I

De vez em quando vou postar sugestões para melhorar o nosso trading. Acaba por ser um modelo de post diferente, que o Joao já utilizou no passado, salvo erro uma ou duas vezes.

Hoje vou-vos mostrar o meu raciocínio, para achar se uma odd tem ou não valor. Isto é evidentemente básico, mas nunca se sabe se algumas pessoas ainda não pensam nisto.

Para perceber se uma odd tem ou não valor, costumo pensar na probabilidade que ela me sugere e no número de jogos iguais aos que tou a ver. Ou seja, se a 10 minutos do final da partida o Sevilla está a ganhar ao Barcelona por 1-0 e a odd está a 1,3 para o Sevilla, o que pergunto a mim mesmo é se em cada 4 jogos exactamente iguais aquele, o Sevilla vence 3 desses jogos, ou seja, não sofre golo do empate, pelo menos. Depois dependerá do que está a acontecer. Se o Barcelona está constantemente a entrar na área, a ganhar cantos, a ganhar livres, a correr e a suar ao máximo, secalhar em cada 4 jogos como este, o Sevilla não vai ganhar 3, com 10 minutos ainda para se jogar, logo há valor.

Se o Barcelona estiver a atacar, mas desamparado, sem ninguém na defesa, e o Sevilla sempre que apanha a bola está em superioridade ou igualdade numérica no ataque, então secalhar a odd até está justa, e em cada 8 jogos o Sevilla até pode sofrer golo num deles, mas noutro também pode ampliar para 2-0.

Outro Exemplo:

Sevilla vs Real Madrid da semana passada. O Real Madrid está a perder 1-0 e nota-se que alguns jogadores estão mal fisica e psicologicamente. Perdem muitas bolas, o Sevilla sempre que vai lá à frente causa perigo. A odd do Real Madrid a perder 1-0 com esta situação de jogo, esteve a 2.

Será que com o Real Madrid a jogar daquela forma e constantemente a sofrer na defesa, em cada 4 jogos iam dar a volta ao marcador em 2 deles? Não? Então a odd tinha valor em lay. Eu diria que com aquelas condições de jogo, apenas 1 ou menos jogos em cada 4 é que o Real ia conseguir marcar 2 golos, não sofrer nenhum, e ganhar a partida.

E é isto, raciocínios simples e óbvios, mas que ajudam muitas vezes a tomar decisões e formar opiniões. Tentem sempre traduzir as odds desta forma, ajuda bastante.

Lembrem-se, não estamos aqui para adivinhar nada, estamos aqui para julgar e relacionar probabilidades reais, com as que nos oferecem. Ofereçam-me uma odd de 3 para sair Vermelho na Roleta, e após 5 pretos seguidos, e consequentes perdas, eu lá continuarei a apostar no Vermelho, sem fazer ideia de qual cor vai sair no próximo lançamento.

Cumprimentos.

Daniel

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Pequeno resumo

Boas. Para animar um pouco o blog decidi fazer este post rápido, no qual vou resumir as minhas primeiras impressões das equipas com que trabalho. Ainda estamos no início da época, e costuma ser por volta de Janeiro que tudo fica bem oleado, e as "dúvidas" se dissipam.

Para já o cenário é este:

 Real Madrid: Apesar do que comentam, não vi ainda diferenças deste Real Madrid para o da época passada. O modelo de jogo é o mesmo, os movimentos ofensivos são os mesmos, tudo igual. Mudaram 2 coisas, que são o que têm afectado os resultados:

1- Há jogos em que as bolas não entram
2- Relacinado com o ponto 1, alguns jogadores estão em baixo de forma (física e psicológica)

A meu ver o Real Madrid na época passada teve demasiados jogos em que se arrastava em campo, e ganhava sem realmente o merecer, fruto de lances de génio de Ronaldo, principalmente. O Real esteve praticamente 1 mês nesta situação, e acabou sempre por se safar. A longo prazo estas coisas pagam-se, mas eu não vou comentar mais sobre o quanto não gosto do Real Madrid ou da forma de jogar do Mourinho. Já sabem a minha opinião, assunto gasto.

Barcelona: É por isso que o futebol é um desporto incerto e com tantas paixões. Por vezes uma equipa tem um treinador muito inferior, um estilo de jogo menos apelativo, no entanto isso não significa que não ganhe títulos e jogos. O Barcelona, a meu ver, a jogar muito pior do que com Guardiola, já bateu recordes de início de época, só tem vitórias na Liga.

No entanto há já algumas coisas a retirar desta equipa:

1- Não jogam em Offside Trap, defesa mais recuada
2- Os "extremos" alargam mais no terreno
3- Sofrem demasiados golos, isto está relacionado com o primeiro ponto

Isto para dizer, que apesar do Barcelona estar aparentemente imparável, não confio neles como no passado e tive que alterar algumas coisas no meu trading devido a isto. Tenham cuidado.

Atletico Madrid: Tenho a sensação que o Atletico Madrid ainda vai dar muitos frutos aos traders. Como devem ter percebido as odds estão super baratas, devido ao facto de terem um arranque de época fantástico. Desde há uma década quase, que era impensável atribuir uma odd abaixo de 1,4 ao Atletico Madrid, fosse em casa ou fora. De momento as pessoas estão a carregar bem neles. Compreendo que têm o melhor jogador de área da actualidade e um enorme treinador, mas não justifica alguns preços que tenho visto. Estou à espera da primeira escorregadela deles, para ver como os mercados reagem.

Manchester United: Infelizmente ainda não apareceu a dupla Rooney - Van Persie, mas esperemos que esteja para breve. O Man Utd continua matreiro, como se viu hoje. Continuam a dar aquela sensação que estão a ser dominados, mas nos momentos cruciais marcam eles golo e acabam por ganhar os jogos. Confesso que tenho gostado das movimentações atacantes do United. Aquilo que não tenho gostado é do facto de serem mais raras do que gostava, e o facto da defesa não andar bem também. Coisas de início de época. Seja como for, o Man Utd está a marcar golos com relativa facilidade, sempre que encosta os adversários, por isso já sabem.... :]

Arsenal: Me gusta. Pena continuar a falta a consistência, tenho visto lances do Arsenal com os quais deliro, trocas de bola espetaculares no meio campo, arrancadas do Podolski (como eu gosto deste jogador), o toque de Cazorla. Falta o Giroud integrar-se na equipa e falta também consistência! Não confiem num Arsenal a ganhar um jogo, nem que seja por 2 bolas. No entanto, reparei numa diferença em relação ao ano passado. É a primeira época em que vejo Wenger a ser matreiro contra clubes iguais ou superiores ao seu. Já vi durante vários minutos o Arsenal a defender bem atrás, e a sair em contra-ataque, e já marcou em alguns jogos a fazer isto, até porque tem jogadores para isso. Faceta nova, que vou continuar a analisar. Chamem-me maluco, mas se o Arsenal conseguisse ser consistente nos resultados (algo que moraliza a equipa), consideraria que podiam ganhar o campeonato com distinção. Como essa consistência teima em aparecer, não posso arriscar dizer uma coisa destas.

Ai aquelas trocas de bola... se aquilo oleia... Vamos ver.

Tottenham: Têm sido os "bombos da festa" no que a odds diz respeito. Odds demasiado baratas para uma equipa que continua com os mesmos problemas do passado. Dificuldade em marcar golos cedo e resolver cedo os jogos. Demoram, demoram, demoram, rematam demasiado de meia-distância. Já estão um pouco melhores em identidade de jogo, mas ainda há tanto trabalho para fazer. Demasiado trabalho para odds de 1,4 e 1,5 como lhes têm dado. E acho que dicas sobre como fazer trading com o Tottenham estão mais que dadas :)

Liverpool: Esta equipa vai ter uma análise mais personalizada um dia destes, porque ainda estou a tirar algumas conclusões. Está a ser um caso curioso analisar esta equipa.

Man City: Iguais ao ano passado. Nem mais, nem menos. Ainda vi o Mancini a tentar um 3-5-2/5-3-2, mas depressa desistiu da ideia. Continuam a assumir o jogo contra equipas mais fracas, e a dar a bola a adversários fortes, para depois os surpreenderem de duas formas:

1- Contra-ataques
2- Cantos

O Man City tem uma taxa de cantos marcados assustadora, isto já vem do ano passado. Quanto ao facto de jogarem em contra-ataque contra os grandes... bem... Com David Silva, Aguero, Tevez e companhias, não me parece que seja algo do outro mundo. Mas isto deve ser o meu mau feitio. O que conta são os resultados, é para isso que eles são pagos. Mas a nível de realização pessoal, não, eu nunca me sentiria realizado se precisasse de jogar defensivamente, com executantes destes.

Em relação às odds, já há uma certa desconfiança das pessoas contra equipas fortes. Penso que seja precisamente pelo facto de darem tanto a bola (expõem-se mais a ataques e remates). Já vemos odds acima de 1,5 em casa e fora. Contra clubes da segunda metade da tabela, continuam as odds de 1,2.

Chelsea: Em primeiro lugar, Di Matteo continua a mostrar que gosta de consistência e acima de tudo de ganhar troféus. O problema é que a sorte não dura sempre, e muito sinceramente, antes de tirar conclusões precipitadas, ainda quero ver o Chelsea jogar com alguém do seu nível, já que tem tido o calendário mais facilitado, de todos os candidatos. Sei que contra jogadores de classe mundial (Falcao), levaram 4 secos e jogaram muito mal. É uma equipa que desenvolverei mais tarde, ainda é prematuro falar deles, até porque poucos jogos vi/trabalhei.

Juventus: Estou a ponderar não trabalhar jogos desta equipa. O ano passado foi das que mais gostei de ver e trabalhar. Este ano decidiram suspender o treinador Antonio Conte, a equipa tem andado um pouco perdida em muitos momentos de jogo. A estrutura é a mesma, mas há diferenças notórias, a juve não tem sido tão "mandona" nos jogos como na época passada. Não tenho dúvidas que tem a ver com o que aconteceu com o Conte. Dava esta equipa como uma séria candidata a vencer a Champions. Por outro lado, tem acontecido que os seus jogos pura e simplesmente não têm dinheiro.

Milan: Equipa sem espírito absolutamente nenhum. Cada um está a jogar para si, não conseguem ganhar jogos, perderam a identidade. Estou a ponderar não trabalhar jogos do Milan, também pela ausência de dinheiro nos mercados.

Inter: Os bombos do costume. Odds baixas como se fosse um dado adquirido que o Inter consegue ganhar facilmente a alguém. Mas há que aproveitar isso a nosso favor. Muito sinceramente, têm demasiados jogadores que não têm qualidade para o clube. Não tenho gostado de os ver jogar para já, e pior que isso, também não tem havido dinheiro no mercado.

A liga italiana tem andado muito mal de liquidez. Pode ser o  efeito "máfia", e as pessoas têm algum receio em deixar dinheiro nestes jogos (é verdade, já li isto várias vezes). E é também o facto deste ano os horários da Liga Espanhola estarem mais distribuídos, e os jogos da Juve, Milan e Inter têm coincidido com outros jogos igualmente importantes. Por este motivo, provavelmente só conseguirei trabalhar estas equipas na Europa, se chegarem longe.

E pronto, para já, e muito resumidamente é isto. Uma nota positiva também para os golos. Já desde o Euro 2012 (inclusivé) que os jogos de futebol têm estado repletos de golos. Neste momento a Liga Espanhola e Inglesa estão com mais 0,4 golos por jogo que o "normal" e isso é bom para o trading em geral. A meu ver temos cada vez mais bons executantes, mais organização, defensiva e ofensiva, mas andam por aí avançados que não precisam de muito para marcarem um golo. Desde logo Messi, Van Persie, Podolski, Dzeko, Higuaín, Falcao. O futebol está cada vez mais profissionalizado e qualquer erro defensivo torna-se fatal contra este tipo de equipas. Isso é bom para nós.

Cumprimentos,

Daniel


terça-feira, 11 de setembro de 2012

US Open



Que grandes finais do US Open, tanto para espectáculo como para trading! Com muitos pontos espectaculares em ambos os jogos e reviravoltas constantes, ambos os jogos fizeram percorrer dinheiro em quase toda a ladder, tornando-se difícil ter red nestes dois jogos.
Se na final feminina esperava uma Serena mais dominadora e a vencer com menos dificuldade o jogo, na final masculina já esperava um jogo mais equilibrado do que a odd de 1.49 para o Djokovic.
O vento também ajudou a dar mais value à odd, se estiveram atentos às meias finais, sabem qual dos dois beneficiou com o vento e qual dos dois vacilou.

O Murray está sem dúvida mais forte desde a final dos jogos Olimpicos. Não sei se a forma é para durar, mas com o Nadal sem joelhos e o Federer cada vez mais velho e inconstante, ele tem a oportunidade de 2013 ser o ano dele. Para já ainda é muito cedo para falar...

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O Jogo das Bolas (Parte 2)

Bem respondido pelo Paulo e pelo leitor não identificado, a probabilidade de vencer o jogo, mesmo estando em desvantagem está do lado das bolas vermelhas que num jogo perfeito venceriam por 115-85.

Imaginemos uma roleta dos casinos. Logo nos seus primeiros lançamentos do dia, essa roleta produz 20 cores vermelhas - algo que pode muito bem acontecer e que é o pesadelo dos "martingalistas".
Como sabemos, não é por sairem 20 vermelhos que o Casino vai mudar as odds das apostas nas cores. O casino paga sempre o dobro porque ao contrário do que muitos pensam, a roleta não tem memória e a probabilidade de sair uma cor é quase 50% em cada lançamento, independentemente de no passado terem saído 20, 50 ou 100 cores vermelhas seguidas.

Voltemos agora ao jogo das bolas. Mas vamos substituir as bolas por dois jogadores de ténis e o resultado de 40-10, por um resultado de 4-1 no 1º set.
Ao contrário da roleta, no ténis as odds mudam sempre que há um ponto porque o mercado assume que cada ponto aproxima um jogador da vitória. Ou seja, cada vez que sai vermelho, a odd do vermelho desce, e cada vez que sai preto, a odd do preto desce (devia ter escolhido outra cor, mas enfim, agora já está).

Neste momento o jogador vermelho perde por 4-1 e a sua odd já está muito maior que o preço inicial. Mas tal como no jogo das bolas, é o jogador vermelho que mesmo a perder por 4-1 tem maior probabilidade de ganhar o jogo porque vai pontuar 7 em cada 10, o suficiente para ter boas hipóteses de recuperar e vencer o jogo.

Onde é que eu quero chegar com isto?


Tal como eu no inicio, muitos novatos deixam-se influenciar apenas pelas cores que vão saindo. O próprio mercado reage quase exclusivamente à cor que vai saindo. No entanto o sucesso está em saber quantas bolas de cada cor estão dentro do saco e com base nisso, apostar a um preço que nos dê uma boa vantagem.

Agora a grande dificuldade nisto tudo é em saber quantas bolas de cada cor estão dentro do saco e em que momentos do jogo o saco passa a ter um novo numero de bolas.

Como é que o fazemos?

A melhor forma é conhecer bem os jogadores e principalmente a sua forma mais recente, tendo sempre consciência que tudo é mutável. Se virmos um jogador a jogar num passado recente conseguimos facilmente comparar a sua performance com performances passadas e saber assim se ele está com mais ou menos bolas da sua cor no saco. Se estamos a ver um jogador que não conhecemos e ele fez um grande 1º set, podemos achar que ele é um grande jogador e que vai vencer facilmente o encontro quando na verdade ele fez o set da vida dele e o mais provável é não conseguir manter o mesmo ritmo nos sets seguintes. Entendem a ideia?


Ontem tivemos excelentes exemplos de tudo isto que eu estava a falar: O Murray e a Sharapova. Ambos estiveram em desvantagem no jogo e a transaccionar acima de 2. Mas a certa altura do jogo tanto um como outro tinham muito mais bolas suas no saco que os adversários.
A Sharapova reduzia os erros e era claramente superior nas trocas de bolas. O Murray cada vez mais pressionante e o Cilic cada vez a errar mais. Como ainda falta muito para o jogo acabar, nestes momentos podemos ignorar o resultado e ter em conta apenas a odd e o jogador com mais bolas no saco. Claro que o mesmo já não é válido para o final do jogo. A Sharapova mesmo superior à Bartoli não conseguiu ganhar o 1º set. Se o jogo ontem tivesse começado de novo, a Sharapova estaria a ganhar 2-3 e com um break de vantagem no 1º set, mas como a Bartoli já tinha o 4-0, o 1º set acabou 6-3.

Estão sempre a entrar e a sair bolas do saco

É normal que durante um jogo de ténis ambos os jogadores passem por fases melhores e menos boas. Quando apostamos, não podemos ter em conta apenas a forma como o jogador está a jogar na altura mas também a probabilidade de ele se ir abaixo no futuro. É muito importante perceber quem é o melhor jogador quando ambos estão numa boa fase e saber o que está a acontecer na maioria do decorrer do jogo. E depois aproveitar as pequenas variações na corrente natural do jogo para apanhar melhores preços. É comum eu fazer lay a um jogador que está a jogar bem demais porque eu sei que dificilmente ele vai manter aquele nível ao longo do jogo todo. Ou fazer back a um jogador que está numa fase pior do jogo por achar que é só uma fase e que ele é mesmo o que está a jogar melhor.

Momentos típicos que vão contra a corrente natural do jogo

- O inicio do jogo: Costumo dizer que os primeiros dois jogos "são para os pardais". Os jogadores ainda nem aqueceram bem, e é comum acontecerem coisas que nada tem a ver com o que vai ser o jogo. Serve para apanhar bons preços, mas não serve para tirar grandes conclusões do jogo.

- O relaxe da vantagem: É normal um jogador relaxar depois de estar a vencer confortavelmente. Humanamente é muito difícil inverter esta tendência. Por isso se vê muito no ténis que às vezes o jogador em desvantagem parece que vai recuperar mas depois acaba por perder.

- A vertigem dos pontos finais: Para certos jogadores fechar um jogo pode ser um momento psicológico muito intenso. A mão treme e as bolas saem. Pode dar origem a reviravoltas no jogo mas se forem realmente melhores jogadores que o adversário, acabam por fechar o encontro mais tarde.

Momentos que alteram a corrente do jogo

- Capacidade física: Benneteau x Federer em Wimbledon. O Benneteau estava a ser bastante superior ao Federer até ao 2-0. Até a energy bar começar a cair a pique e deixar de conseguir jogar. Não fosse este factor e não tenho dúvidas que o Benneteau acabaria por vencer o encontro. O Federer ganhou da mesma forma contra o Del Potro em Roland Garros.

- Entrada no jogo: Há jogadores que nós sabemos que são melhores, que quando fazem as coisas bem nota-se que estão a ser superiores, mas parece que demoraram a entrar no jogo e os erros forçados parecem não desaparecer. Eles não estão a perder por mérito do adversário mas por demérito próprio. Este tipo de jogos podem ser complicados de tradar, mas não nos resta outra coisa senão esperar que esse jogador entre finalmente no jogo, com a vantagem que nessa altura a odd estará bastante apetitosa. O Murray ontem foi um exemplo. O Djokovic contra o Federer na final de Cincinnati é outro exemplo. Noutros jogos o jogador nunca chega a entrar no jogo. Lembro-me agora do Dolgopolov contra o Davydenko em Cincinnati. Hoje em dia o Dolgopolov é muito superior ao Davydenko, mas naquele dia o Dolgopolov basicamente não o quis jogar ténis. O Davydenko nada fez mas ganhou fácil.

- Nível de ténis em excesso: O Federer em Roland Garros entrou fortíssimo contra o Djokovic e começou por ganhar 3-0. Para quem conhecia a forma do suiço naquela altura, eu diria que entrou fortíssimo de mais. A odd do Djokovic dispara mas nós sabiamos que o Federer não ia aguentar aquele ritmo durante o jogo todo.


Espero que tenham aprendido um pouco mais sobre o ténis e que o jogo das bolas e do saco não vos tenha confundido mais que ajudado.




quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O Jogo das Bolas

Um homem tem um saco com várias bolas, algumas vermelhas, outras pretas. Decide tirar uma bola (e depois repor) duzentas vezes e no final quer saber qual a cor vencedora.

O jogo está 40-10, vence a cor preta. Para as próximas 150 amostras, o saco irá ter 7 bolas vermelhas, 3 bolas pretas. Qual a cor com a maior probabilidade de ganhar?

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Phillip Kohlshreiber


Phillip Kohlshreiber vence contra John Isner num dos jogos com as odds mais injustas que vi nos últimos tempos. Era daqueles jogos que eu dava 2 para cada lado e a odd do Isner estava a algumas horas antes do jogo a 1.27. Claro que odds injustas não definem vencedores, mas fico contente que tenha saído vencedor o tenista, que dos dois, apresenta o ténis mais completo e agradável. As poucas horas que dormi nos últimos dois dias não me permitiram fazer este jogo que eu ansiava fazer mas já vi o resumo e pelos vistos o Kohlshreiber beneficiou do cansaço físico do Isner.
Quem joga ténis sabe que com o cansaço a primeira coisa a desaparecer normalmente é o primeiro serviço e é muito comum a performance destes meninos do serviço (Isners, Raonics, etc.) cair em fases adiantadas dos encontros.
O próximo jogo deste grande jogador alemão é com o Tipsarevic, vai ser um jogo bastante interessante. O US Open está finalmente a aquecer!